As proteínas são confusas. Eles são fios emaranhados de aminoácidos que se dobram em formas complexas e, por muito tempo, descobrir em que ordem esses ácidos surgiram foi um pesadelo. Stanford Moore descobriu uma maneira de desembaraçá-los.
Nascido em Chicago em 1913, Moore não era apenas um cara que gostava de química. Ele era um bioquímico que se preocupava com a mecânica da vida no nível molecular. Ele não trabalhou sozinho, no entanto. Ele se uniu a William H. Stein no Rockefeller Institute for Medical Research, na cidade de Nova York. Juntos, eles mudaram a forma como olhamos para os blocos de construção da biologia.
Por que a leitura de sequências de proteínas é importante
Aqui está o problema das proteínas: sua função depende inteiramente de sua estrutura. Se você trocar um aminoácido por outro, tudo pode desmoronar. Ou trabalhe de forma diferente. É por isso que conhecer a sequência exata é tão importante. Antes de Moore e Stein, tentar ler aquela sequência era como tentar ouvir uma sinfonia durante um furacão.
Moore obteve seu Ph.D. da Universidade de Wisconsin em 1938. Em 1939, ele estava no Instituto Rockefeller. Ele se tornou professor em 1952, mas seu impacto real veio das ferramentas que construiu.
O analisador automático de aminoácidos
A descoberta não foi uma teoria nova. Era uma máquina.
Moore e Stein foram os pioneiros em novos métodos de cromatografia. Esta é uma técnica usada para separar misturas. Eles o usaram para analisar aminoácidos e pequenos peptídeos provenientes da quebra de proteínas. Foi tedioso. Foi lento. Foi manual.
Em 1958, ajudaram a desenvolver o primeiro analisador automático de aminoácidos.
Esta máquina mudou tudo. Em vez de fazer a separação manualmente, a máquina fez isso. Facilitou a análise de sequências de aminoácidos em proteínas que antes eram muito complexas para serem manuseadas. Você não pode exagerar o quanto isso acelerou as coisas. Transformou uma suposição de meses em um ponto de dados.
“A primeira determinação da estrutura química completa de uma enzima.”
Foi o que fizeram em 1959. Usando a sua nova máquina, Moore e Stein mapearam toda a estrutura química da ribonuclease. Foi a primeira vez que alguém fez isso com uma enzima. Provou que as proteínas podiam ser lidas, tal como um livro.
Por que o Prêmio Nobel se encaixa
Moore dividiu o Prêmio Nobel de Química de 1972 com Christian B. Anfinsen e William H. Stein. O prêmio reconheceu suas pesquisas sobre as estruturas moleculares das proteínas.
Anfinsen trabalhou na forma como as proteínas se dobram. Stein e Moore trabalharam em como lê-los. Juntos, eles deram aos cientistas a capacidade de compreender as proteínas não apenas como bolhas de matéria, mas como instruções codificadas.
Moore morreu em Nova York em 1982. Mas as máquinas que eles construíram? Eles ainda são a base da proteômica. Ainda usamos variações de seus métodos para diagnosticar doenças e desenvolver medicamentos.
É fácil esquecer que antes de 1959 não sabíamos realmente como eram as proteínas por dentro. Nós simplesmente sabíamos que eles estavam lá. Moore e Stein nos deram lentes para vê-los.





















