Cinco perguntas com o Dr. Zachary Rubin

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Mentiras são gratuitas. A verdade custa alguma coisa. Custa tempo, energia e experiência real. Publicar uma teoria da conspiração selvagem não requer nenhuma habilidade, mas obriga os médicos a passarem a vida limpando a bagunça. É por isso que existem pessoas como o Dr. Zachary Rubin. Ele está na linha de frente da integridade científica.

Rubin é alergista pediátrico. Ele escreveu um livro chamado All About Allergies. Provavelmente o encontrei porque meu algoritmo sabe que odeio que mintam para mim. Ele é amigo do Dr. Idrees Mughal – também conhecido como Dr. Rubin frequenta TikTok, Instagram e YouTube. Você saberá que é ele. Ele sempre usa gravata borboleta. E ele geralmente segura um microfone minúsculo.

A gravata borboleta funciona. Sinaliza autoridade sem ser mesquinho. Esse é o ponto ideal para a comunicação científica. Sentei-me com ele – não em sua clínica, mas na trincheira digital – para perguntar por que ele faz isso. Ele podia apenas atender pacientes. Por que discutir com estranhos na internet?

Aqui está o que ele disse.

O caminho para a gravata borboleta

A jornada médica é longa. Brutalmente longo. Então, por que aceitar? O pai de Rubin é pediatra. Ele viu o ambiente hospitalar desde o início. Ele gostou do quebra-cabeça. Ele gostava de salvar as pessoas quando elas estavam mais fracas. Alergias e imunologia se encaixam perfeitamente. O sistema imunológico afeta tudo no corpo. Um diagnóstico correto muda vidas.

É um trabalho árduo. Ele admite isso. Mas ele considera isso a escolha mais gratificante que fez.

“A medicina me atrai porque combina ciência, solução de problemas e o privilégio de ajudar.”

Por que postar online?

Ele não precisava ficar online. Ele poderia ter ficado na sala de exames. Mas a desinformação não fica na sua tela. Ele entra no consultório médico. Os pacientes parecem confusos. Eles merecem coisa melhor do que confusão. Rubin percebeu que poderia ter as mesmas conversas com milhões de pessoas, em vez de apenas com alguns. Ele não quer dizer às pessoas em que acreditar. Ele quer que eles façam perguntas melhores.

Ele luta contra a mangueira de incêndio. Ele entra na lama porque a sujeira acaba na sala de exames de qualquer maneira.

A ciência não é uma estátua

Qual é o maior equívoco que as pessoas têm? Rubin acha que as pessoas esquecem que a incerteza é boa. A ciência não é uma pilha de fatos imutáveis ​​gravados em pedra. É um processo. Fica mais perto da verdade com o tempo. Bons cientistas mudam de ideia quando novos dados aparecem. Os maus comunicadores escondem esse terreno instável. O público vê isso como inconsistência. Não é. É um progresso. A confiança tem que corresponder à evidência. Isso é uma regra, não uma sugestão.

A alegria e a rotina

Há um ponto alto neste trabalho. A sensação vem de pessoas dizendo “Mudei de ideia”. Esses são momentos raros no clima atual. O respeito ainda funciona.

Depois, há o baixo. O problema é que as mentiras viajam rápido. Uma declaração errada e confiante se torna viral em segundos. Explicar por que está errado leva parágrafos. E minutos. Os algoritmos amam a raiva, não as nuances. É como correr morro acima.

“A desinformação se espalha mais rápido do que as nuances.”

Esse é o desafio. Mas mais médicos precisam participar do bate-papo. O silêncio ajuda os vigaristas.

O futuro científico da América

Os EUA completam 250 anos. Temos um grande histórico de invenções. Por que? Nós investimos. Deixamos pessoas com ideias diferentes colidirem. Rubin quer que isso continue.

Mas estamos falhando na alfabetização. Não apenas saber fatos. Saber julgar uma fonte. As escolas deveriam ensinar avaliação, não memorização. Os cientistas também precisam parar de resmungar por trás do jargão. Se eles não explicarem, alguém o fará. E essa outra pessoa provavelmente está vendendo suplementos.

Confiança não significa estar certo o tempo todo. Trata-se de ser honesto sobre não ter certeza. É dizer “ainda não sabemos” e é sincero.

Estamos na metade do caminho.