O verdadeiro Elvis Presley: 6 citações cruas que revelam sua verdadeira personalidade

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Achamos que conhecemos o rei. Os macacões, as calças de cintura, os sapatos de camurça azul. É fácil esquecer que por baixo da imagem havia um homem estranhamente educado, mas brutalmente honesto quando as câmeras não estavam girando. Elvis não ligava muito para conferências de imprensa destinadas a vender uma versão dele que ele não reconhecia. Ele preferiu falar abertamente sobre fama, música e o esgotamento de ser um ícone global.

Sua conexão com os fãs não foi construída com base em declarações polidas de relações públicas. Isso veio de seu apreço genuíno pela adoração deles e de seu reconhecimento franco de onde ele veio. Estas não são frases de efeito elaboradas por uma equipe. São instantâneos do homem por trás do mito.

A Vaca e a Cerca

Em 1956, a imprensa estava obcecada com sua vida pessoal. Eles queriam saber se ele estava se estabelecendo. Elvis tinha uma perspectiva diferente sobre romance e praticidade.

“Por que comprar uma vaca quando você pode tirar leite pela cerca?”

Ele lançou esta linha na revista Time em maio daquele ano. Não foi apenas uma piada. Foi um desvio envolto em humor. Ele não estava pronto para ser amarrado pelas expectativas do casamento aos vinte e um anos. Ele sabia que a imprensa queria um escândalo ou um anúncio solene. Em vez disso, ele lhes deu um enigma que sugeria conveniência em detrimento do compromisso.

A Fonte do Som

Elvis nunca afirmou ter inventado o rock and roll. Ele sabia que não deveria insultar as pessoas que construíram a fundação. Mas ele também estava ciente de como mudou a entrega.

“Os negros cantam e tocam exatamente como eu estou fazendo agora, cara, há mais anos do que eu imagino. Eles tocavam assim nas favelas e nas juke joint e ninguém prestou atenção até eu enlouquecer. Eu aprendi com eles. Em Tupelo, Mississippi, eu costumava ouvir o velho Arthur Crudup bater sua caixa do jeito que faço agora, e eu disse que se algum dia chegasse ao lugar em que pudesse sentir tudo o que o velho Arthur sentia, eu seria um homem da música como ninguém jamais viu.”

Isto não foi apenas uma humilde ostentação. Foi uma homenagem. Falando ao Charlotte Observer em junho de 1956, Elvis reconheceu que não foi ele quem criou o som. Ele ampliou isso. Ele pegou a energia bruta do blues e dos bluesmen como Arthur Crudup e a empurrou para o mainstream. Ele admitiu que “se arrepiou”, mas nunca se esqueceu de quem forneceu a faísca original.

O pedágio físico

Em 1957, o cronograma era implacável. Passeios, filmes, imprensa. O custo físico foi alto.

“Eu me perco cantando. Talvez seja meu treinamento inicial cantando hinos gospel. Estou mole como um trapo, exausto quando um show acaba.”

No Tacoma New Tribune, Elvis descreveu a performance como um esgotamento físico total. Não foi o showman que apareceu para fazer uma reverência. Era um homem que se esvaziou no palco. A referência aos hinos gospel explicou a intensidade. Ele não cantava apenas notas. Ele os viveu até que não restasse mais nada.

O incidente da camisa

Os fãs queriam tudo. Não apenas a música, mas a mercadoria. As roupas. Os artefatos. Elvis encontrou a demanda por seu

O homem por trás do macacão

Você acha que conhece o rei. Você conhece o topete, o macacão, o brilho de Vegas. Mas tire os strass e você encontrará um cara que estava profunda e dolorosamente consciente de estar preso por seu próprio sucesso.

“Não considero dinheiro ou posição importante. Mas nunca posso esquecer o desejo de ser alguém”, disse ele à Time em 1965. “Acho que se você é pobre, sempre pensa maior e quer mais do que aqueles que têm tudo quando nascem.”

Esse é o motor bruto da biografia de Elvis Presley. Os detalhes muitas vezes passam despercebidos. Não se tratava apenas de fama. Tratava-se de provar que ele não era apenas um menino pobre de Tupelo que teve sorte.

O peso da imagem

Viva um pouco e as rachaduras começarão a aparecer. Em 1968, ele dizia ao Tropic que “as coisas tristes são sempre mais fortes em sua memória do que as coisas felizes” quando ele estava sozinho.

Depois houve a atuação. Ele odiava a tipografia. “Fico cansado de interpretar um cara que briga e depois começa a cantar para o cara que acabou de espancar”, reclamou ele à Newsweek em 1969.

Foi uma frustração específica para os fãs que acompanhavam filmes de Elvis Presley naquela época. Ele não estava tentando ser um ator dramático de primeira linha. Ele só queria cantar sem a coreografia.

Aceitando o prêmio Outstanding Young Man of America dos Jaycees em 1971, ele se inclinou para o lado espiritual. “Sem uma música, o dia nunca terminaria… sem uma música, um homem não tem amigo.” Ele continuou cantando como uma corda.

Praticidade acima da paixão

Ele também não era romântico em relação ao mundo da música. No documentário de 1972 Elvis on Tour, ele abandonou o mito. Seu pai disse a ele que guitarristas não funcionavam. “Decida ser guitarrista ou eletricista”, disse ele. “Nunca vi um guitarrista que valesse nada.”

Era uma visão pragmática. Um trabalho versus um sonho. A maioria escolheu o sonho. Elvis tentou manter um pé no mundo prático enquanto vivia numa fantasia.

Quando questionado, numa conferência de imprensa no Madison Square Garden, em Junho de 1972, se estava satisfeito com a sua imagem, a sua resposta foi contundente. “Bem, senhor, é muito difícil viver de acordo com uma imagem.”

Raízes e Regras

Para entender as influências da infância de Elvis Presley, observe o evangelho. “Desde os dois anos, tudo que conhecia era música gospel… era tão natural quanto dançar. Uma forma de escapar dos problemas”, disse ele em 1977.

As roupas eram outra camada. “[As roupas] dizem coisas sobre você que às vezes você não consegue”, observou ele em O mundo segundo Elvis.

E seu conselho para os fãs mais jovens? Simples. “Não critique o que você não entende, filho, você nunca se colocou no lugar daquele homem.”


Nota do autor: Susan Doll possui doutorado. em estudos de rádio, televisão e cinema pela Northwestern University. Ela leciona no Oakton Community College e apareceu na NPR e no The Joan Rivers Show. Seus livros incluem Elvis: A Tribute to His Life e The Films of Elvis Presley.